Ela me leva ao tatuador. Um homem gordo, careca, branco, alto, olhos claros, com piercing preso as orelhas, sobrancelhas. Tem uma argola no nariz e varias tatuagens aparecendo em seus braços e pernas.
Conversam em voz baixa e o homem me olha de vez em quando e sorri. Abrem um álbum grosso e pesquisam desenhos. A mulher escolhe, pergunta, quer combinar desenhos. Trata-me como se eu fosse uma incapaz de decidir o que quero. Na verdade não quero tatuagem alguma. Não posso recusar, só obedecer.
Meia hora depois estou somente de calcinha, deitada em uma maca. Ainda aparecem as marcas das chicotadas. Ela explica o que quer e como quer. O tatuador examina o local, faz a assepsia e aplica o desenho escolhido. É a figura de uma samurai em posição de ataque segurando uma espada cuja lamina começa em meu ombro. Os pés da figura chegam quase as minhas nádegas. Não lembro de haver existido uma mulher que fosse samurai. A figura, estilizada, no entanto existe e agora faz parte do meu corpo. A mulher diz em meu ouvido que o samurai era fiel ao seu senhor e que preferia morrer a viver sem honra. Fala ainda que aquilo vai doer e quer que eu sinta prazer, que goze. Quer ver minha calcinha molhada.
O homem coloca luvas e mascara. Pergunta se estou preparada. Ela responde que sim por mim. O homem liga a maquina.
Imagino-a afastando minha calcinha e pondo-se a me chupar com força. Não posso me mexer e a dor da agulha despejando tinta em minha pele aumenta. Tento me concentrar somente na língua dela em minha vagina. Imagino o homem se levantando devagar e indo até a outra ponta da maca. Com uma das mãos coloca seu pau para fora para que eu o chupe enquanto faz a tatuagem. Sinto o odor de urina que sai de seu pau. Ela me chupa cada vez com mais vontade e força. Ela segura meus braços. Tento pegar o pau do homem com minha boca. A dor é lancinante e se mistura ao prazer, a um sentimento estranho.
Midori Hirata. Funcionaria de uma multinacional. Estressada. Mais tarde, uma samurai.
(Fim da quinta parte - continua)
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