quarta-feira, 31 de outubro de 2012

AMOR E MEDO (52ª parte)



    Maki Haruka sai devagar da cama enquanto Koike Satoshi dorme profundamente.
        Trancada no banheiro Maki não sabe o que fazer com as coisas que sentiu ao fazer amor com Koike. Tentou não gozar porém, foi impossível controlar-se diante de tanto carinho, afeto, palavras doces e preocupação se ela estava gostando.
        Dificilmente conseguia se envolver com um cliente a esse ponto. Nem no inicio, quando lhe faltava experiência para dominar o próprio corpo diante de tamanha invasão pudera se descontrolar a ponto de gozar.
        Assustada, toca o próprio corpo e sente voltar sensações que poucas vezes pode sentir com um homem.
      Pretende voltar para o quarto, mas não sabe o que fazer. Nunca havia ficado tanto tempo com um cliente.
        Sua cabeça diz que é apenas um cliente, entretanto, seu coração insiste em mostrar-lhe que Koike Satoshi é muito mais que um homem.


Fim da 52ª parte – continua)

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terça-feira, 30 de outubro de 2012

AMOR E MEDO (51ª parte)




    


          Maki pergunta ao homem como ele prefere.
  O homem a olha enquanto ela se despe sem pressa. Maki, debruça suas roupas sobre a cadeira de modo que permaneçam esticadas, uma peça sobre a outra. Volta-se para o homem que ainda está vestido. Maki se aproxima e pergunta se quer que o dispa. O homem a olha bem dentro dos olhos e não sabe o que responder. Maki delicadamente afrouxa-lhe a gravata e começa a desabotoar sua camisa, tentando ser o mais sensual possível. Já sabe que o homem será um cliente difícil. Ou gozará rápido demais e sentirá vergonha por isso, ou levará uma eternidade para ejacular. Maki sabe que precisará fazer de tudo para que aquilo não se prolongue. Pensa na longa noite que ainda tem pela frente e espera que não pegue mais esse tipo de pessoa. Os calados, tímidos e sem ação são sempre os piores clientes. Entretanto, são também os mais fáceis de comandar.
        Maki continua de calcinha e sutiã enquanto vai despindo o homem que, estático, a olha sem demonstrar nada. Ela o conduz até a cama e pede que se sente. Retira seus sapatos, as meias e acaricia os pés do homem. O homem olha a mulher ajoelhada a seus pés e sente uma sensação de ternura por aquela figura pequena e frágil que tenta agrada-lo. Acaricia seus cabelos. Maki o olha e sorri. Ele então a puxa delicadamente pelos ombros e a toma nos braços. Maki sente um profundo arrepio percorrendo suas costas e se entrega ao abraço.
      Sem que houvesse qualquer combinação deixa seu rosto deslizar em direção a boca do homem que se aproxima da sua.
      Os olhos se fecham e as bocas de Maki Haruka e Koike Satoshi se encontram num profundo beijo.


Fim da 51ª parte – continua)

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terça-feira, 23 de outubro de 2012

AMOR E MEDO (50ª parte)



Maki Haruka ainda era uma menina bonita. A vida que levava não tinha conseguido, pelo menos por enquanto, destruir o viço da juventude. Por essa característica, tinha uma grande clientela, embora nem todos pagassem o que pedia e as vezes, precisava submeter-se a sair por uma quantia inferior ao que estipulou como sendo o preço justo por seu trabalho.
Maki Haruka não era uma mulher medíocre. Procurava estar a par de todas as coisas que aconteciam no mundo e sabia debater sobre politica, religião, artes, culinária... alguns raros clientes, os mais velhos, gostavam de conversar. Nesses momentos e com essas pessoas Maki se sentia outra mulher. Sonhava com outra vida, mas não se iludia.

A noite, em seu modesto apartamento, sentada na única e velha poltrona, olhava as luzes que iam se apagando e quando o dia já clareava deitava-se na cama sonhando em um dia, talvez por apenas um dia, ser uma gueixa.

  
Fim da 50ª parte – continua)

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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

AMOR E MEDO (49ª parte)



Maki Haruka queria sentir ódio do mundo. Entretanto, ela própria fazia parte do mundo e não queria se odiar. Sua vida não precisava de culpados ou inocentes, mas de pessoas com sentimento e sensibilidade que pudessem ouvi-la sem julgar seus atos.
Não odiava as pessoas que pagavam para sair com ela. Fazia o que fazia não por gosto, mas pela necessidade de sobreviver. Tentava fazer o melhor que podia querendo ver nessas pessoas alguma coisa boa que a fizesse sentir-se menos infeliz ou acreditar que um dia haveria uma mudança.

O batom comprimiu o lábio inferior e Maki Haruka sentiu-o doer.
Naquele momento de sua vida isso pareceu não importar tanto.


Fim da 49ª parte – continua)

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