Tomoyuki procurava encobrir suas fraquezas, que não eram
poucas, isentando-se de qualquer culpa em relação aos atos que praticava. A
medida que surgia uma oportunidade de praticar um delito ele não pensava duas
vezes. Estuprou Maki Haruka sem sentir nenhum prazer, mas fascinado com a
sensação de poder fazer o que bem quisesse a partir daquele momento. Em sua
cabeça, construía um novo mundo, a possibilidade de vingar-se de tudo e de
todos que o impediu de ser feliz. Não sentia medo, não sentia raiva, nem ódio,
nem desprezo. Sentia que seu vazio interior se completava quando fazia com que
os outros fossem tão insignificantes quanto ele tinha sido em seu passado de
frustações e humilhações.
Tinha uma irresistível atração por perfumes, fossem eles
bons ou ruins, embora sempre escolhesse os ruins.
(Fim da 38ª parte –
continua)
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