quarta-feira, 3 de outubro de 2012

AMOR E MEDO (38ª parte)



         Tomoyuki procurava encobrir suas fraquezas, que não eram poucas, isentando-se de qualquer culpa em relação aos atos que praticava. A medida que surgia uma oportunidade de praticar um delito ele não pensava duas vezes. Estuprou Maki Haruka sem sentir nenhum prazer, mas fascinado com a sensação de poder fazer o que bem quisesse a partir daquele momento. Em sua cabeça, construía um novo mundo, a possibilidade de vingar-se de tudo e de todos que o impediu de ser feliz. Não sentia medo, não sentia raiva, nem ódio, nem desprezo. Sentia que seu vazio interior se completava quando fazia com que os outros fossem tão insignificantes quanto ele tinha sido em seu passado de frustações e humilhações.
         Tinha uma irresistível atração por perfumes, fossem eles bons ou ruins, embora sempre escolhesse os ruins. 
      
(Fim da 38ª parte – continua)

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