Maki Haruka ainda era uma menina
bonita. A vida que levava não tinha conseguido, pelo menos por enquanto,
destruir o viço da juventude. Por essa característica, tinha uma grande
clientela, embora nem todos pagassem o que pedia e as vezes, precisava
submeter-se a sair por uma quantia inferior ao que estipulou como sendo o preço
justo por seu trabalho.
Maki Haruka não era uma mulher medíocre.
Procurava estar a par de todas as coisas que aconteciam no mundo e sabia
debater sobre politica, religião, artes, culinária... alguns raros clientes, os
mais velhos, gostavam de conversar. Nesses momentos e com essas pessoas Maki se
sentia outra mulher. Sonhava com outra vida, mas não se iludia.
A noite, em seu modesto apartamento,
sentada na única e velha poltrona, olhava as luzes que iam se apagando e quando
o dia já clareava deitava-se na cama sonhando em um dia, talvez por apenas um
dia, ser uma gueixa.
Fim da 50ª parte – continua)
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