Quando Koike abriu novamente os olhos Midori Hirata não
estava mais na sala. Ele ficou um tempo deitado sobre a mesa, segurando a
gravata que lhe amarrava os pulsos, sentindo o sêmen gotejando de seu pau que
ainda pulsava após o gozo. Subitamente, cresceu dentro dele uma incontrolável
vontade de chorar enquanto em sua cabeça passavam imagens. A ex-mulher, sua
filha Tomiko, a atendente da lanchonete, uma desconhecida que sempre encontrava
no metrô, a face cortada de Sayuri Kuroki e a própria Midori.
Koike chorou baixinho. Chorou muito, mas bem baixo, como se
ele próprio não quisesse ouvir. Descobriu, naquele momento, que sempre teve
medo de amar.
(Fim da 40ª parte –
continua)
®
Direitos de reprodução
reservados
Nenhum comentário:
Postar um comentário