Maki Haruka queria sentir ódio do
mundo. Entretanto, ela própria fazia parte do mundo e não queria se odiar. Sua
vida não precisava de culpados ou inocentes, mas de pessoas com sentimento e
sensibilidade que pudessem ouvi-la sem julgar seus atos.
Não odiava as pessoas que pagavam
para sair com ela. Fazia o que fazia não por gosto, mas pela necessidade de
sobreviver. Tentava fazer o melhor que podia querendo ver nessas pessoas alguma
coisa boa que a fizesse sentir-se menos infeliz ou acreditar que um dia haveria
uma mudança.
O batom comprimiu o lábio inferior e
Maki Haruka sentiu-o doer.
Naquele momento de sua vida isso
pareceu não importar tanto.
Fim da 49ª parte – continua)
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