quarta-feira, 7 de agosto de 2013

CAMALEOA

 Minutos antes de gozar, ele abriu os olhos e a olhou.
Sua cabeça, inclinada levemente para trás, a lingua desesperada passeando pela boca que emitia pequenos e entrecortados gemidos pendia ora para a direita ora para a esquerda anunciando o desespero de ser possuida, de sentir prazer em ter sobre seu corpo aquele desconhecido.
Ele apressou os movimentos e seu corpo deslizava sobre o dela que fervia.
Ela gozou. Gozou outra vez. Gozou novamente. E afinal gozou de forma profunda e definitiva. O corpo dele se contraiu e, sem remorsos, gozou também.
Se abraçaram. Ele fechou os olhos e deixou que seu corpo suado pousasse sobre o dela que ainda fervia.
Ela abriu os olhos, ainda arfava e sentia no corpo a eletricidade do gozo se desfazendo. 
Por alguns minutos não soube o que pensar. Não precisava. Tudo já havia sido dito por seu corpo. 
 
Ela puxou lentamente o vibrador de dentro de si e o colocou ao lado do mouse.
Depois, recuperando o folego colocou as mãos sobre o teclado e começou a digitar.
 

(SEXO VIRTUAL - CONTOS)