O inspetor
Fukuyama Kazuki olhava pela enésima vez a gravação. Estava assustadoramente excitado
com as perversões que desfilavam a sua frente. O pau duríssimo, pressionado
pela calça jeans, pulsando como um coração desesperado.
O
inspetor Fukuyama Kazuki com seus quarenta e poucos anos achava já ter visto
quase tudo na vida. Entretanto, não imaginava o quanto aquelas cenas reais
poderiam afetá-lo. Homens acorrentados, amordaçados, sendo torturados, mulheres
sendo chicoteadas e o que era pior, sentindo prazer. Não se atreveu a tocar no
próprio pau. Revia as gravações e sentia sempre a mesma excitação. Até mesmo a
morte de mulher sendo golpeada com a espada que lhe abria do rosto até o ventre
o deixava perplexo por sentir-se tão estranhamente excitado.
O
inspetor Fukuyama Kazuki, apesar dos anos da profissão, jamais imaginara
existir um mundo tão real, tão absurdamente insano, com pessoas que precisavam
sofrer para sentir prazer. Não era uma fantasia pornográfica que se via em
filmes, com atores, com um monte de gente olhando, com cenário. Era real.
A
mulher do inspetor Fukuyama Kazuki estranhou quando ele passou a fazer amor com
ela quase todas as noites. Não quis perguntar-lhe se havia tomado algum
remédio. No inicio não se sentia confortável, depois, passou a corresponder.
A
vida sexual do inspetor Fukuyama kazuki não voltaria a ser nunca mais a mesma.
Mesmo quando entregou o material ao comissário-chefe pedindo desligamento do
caso.
(Fim
da 15ª parte – continua)
®
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