O advogado não parecia a
mesma pessoa da véspera. Também não estava mais tão subserviente. Agora parecia
profissional. Tive vontade de perguntar por Tomiko, porém achei melhor não
falar nada. Como sabia que não revelaria como consegui o material da bolsa nada
perguntou. Sem rodeios disse, para minha surpresa, que a última pessoa que
visitou a dominatrix era um homem. Um homem que se vestia de mulher. Diante de
meu espanto ele revelou:
- Por precaução ela
gravava tudo que acontecia lá dentro com seus clientes. A policia achou as
gravações.
Certamente empalideci. Senti minhas pernas
fraquejarem e um tremor percorreu meu corpo. Algo se apertou em minha garganta
e senti minha vagina umedecer. Era a primeira vez que o medo produzia essa
sensação de fraqueza, de desamparo. Senti um pavor crescendo e meu coração disparou.
- Então já sabem quem é o
assassino? Falei devagar tentando não demonstrar que quase perdi o controle.
- Não. Sabem que é um
homem, porém, não conseguiram identifica-lo. Meu amigo na policia acha que não
será possível acha-lo. A menos que seja um matador em série. Pela experiência dos
policiais ele é um amador. Disse-me que após o crime o homem entrou em pânico,
como se tivesse tomado consciência do que havia feito.
O advogado perguntou se eu queria beber um copo d´água.
Fiz que sim com a cabeça e depois que me serviu, sentou-se a beira da mesa e
olhando-me de cima arrematou:
- A senhora era cliente
dela não era?
(Fim
da 13ª parte - continua)
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