quinta-feira, 23 de agosto de 2012

AMOR E MEDO (13ª parte)


                                O advogado não parecia a mesma pessoa da véspera. Também não estava mais tão subserviente. Agora parecia profissional. Tive vontade de perguntar por Tomiko, porém achei melhor não falar nada. Como sabia que não revelaria como consegui o material da bolsa nada perguntou. Sem rodeios disse, para minha surpresa, que a última pessoa que visitou a dominatrix era um homem. Um homem que se vestia de mulher. Diante de meu espanto ele revelou:
- Por precaução ela gravava tudo que acontecia lá dentro com seus clientes. A policia achou as gravações.
                Certamente empalideci. Senti minhas pernas fraquejarem e um tremor percorreu meu corpo. Algo se apertou em minha garganta e senti minha vagina umedecer. Era a primeira vez que o medo produzia essa sensação de fraqueza, de desamparo. Senti um pavor crescendo e  meu coração disparou.
- Então já sabem quem é o assassino? Falei devagar tentando não demonstrar que quase perdi o controle.
- Não. Sabem que é um homem, porém, não conseguiram identifica-lo. Meu amigo na policia acha que não será possível acha-lo. A menos que seja um matador em série. Pela experiência dos policiais ele é um amador. Disse-me que após o crime o homem entrou em pânico, como se tivesse tomado consciência do que havia feito.
                O advogado perguntou se eu queria beber um copo d´água. Fiz que sim com a cabeça e depois que me serviu, sentou-se a beira da mesa e olhando-me de cima arrematou:
- A senhora era cliente dela não era?

(Fim da 13ª parte - continua)

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