O advogado ficou estático quando abriu
a porta e me viu. Arregalou os olhos e entre abriu a boca como se fosse falar
alguma coisa. Cravei meus olhos no dele de modo a não permitir indagações desnecessárias.
Ele se afastou e permitiu minha entrada.
Era um apartamento modesto, pequeno,
como qualquer um no subúrbio de Tóquio. Estava bem arrumado.
Notei sua preocupação. Perguntei se havia feito progressos. Ele disse que
conseguira a relação das pessoas que visitavam a dominatrix e que deveria procura-lo no escritório para
que pudesse vê-la. Entreguei-lhe a sacola e disse que havia ali algo que
ajudaria na investigação. Pretendia sair logo mas de repente uma linda jovem
entra na sala. O advogado fica mais tenso e pede para que ela se retire.
Interfiro pedindo para que me apresente a mulher. Fico fascinada com a
aparente delicadeza da mulher. Contrariado, ele apenas diz que é sua filha Tomiko.
A jovem faz uma reverencia e sai em seguida. Ele se dirige para a porta e pede
que me vá, que o encontre amanhã no escritório para conversarmos sobre o
conteúdo da sacola e tudo que já descobriu.
Antes de sair olho-o novamente nos
olhos e também para o corte em seu rosto. As palavras do velho cabineiro ecoam
em minha cabeça.
Sinto pena do homem e pela primeira vez
depois de contrata-lo não sinto mais vontade de chicoteá-lo.
(Fim da 11ª parte - continua)
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