terça-feira, 21 de agosto de 2012

AMOR E MEDO (10ª parte)


            Era uma mulher forte, alta, musculosa.
         Perguntou se eu era passiva.
         Perguntou como eu queria.
         Disse-lhe que gostaria de sentir dor. Muita dor.
         Ela me levou por um longo corredor escuro para dentro da câmara.
         Mandou que escolhesse aonde gostaria de sentir dor.
         Olhei demoradamente para os aparelhos.
         A mulher mantinha a calma e esperava minha escolha.

         Ela atou meus pulsos e depois deu um forte puxão na corrente elevando meu corpo do chão quase que uns cinquenta centímetros. Meus seios resvalaram na parede áspera. Afastou minhas pernas e prendeu meus pés as argolas. Cheirou meu corpo nu e alisou as marcas. Abraçou-me a acariciou meus seios pequenos. Disse em meu ouvido que gostava deles. Meteu uma das mãos entre minhas pernas e senti seus dedos grossos, brutos forçando minha vagina. Lambeu os próprios dedos e afastou-se.
         A primeira chicotada pegou logo abaixo do omoplata e me queimou a pele como a muito não sentia.
         A cada chicotada ela pedia que eu gritasse, queria me ouvir implorar para parar.
         A dor vinha em ondas, lancinante, cortante, impregnada do desejo de me destruir, de me ver despedaçada, mortalmente ferida.
         Desperto com o choque da água fria em meu corpo e busco o ar no fundo de meus pulmões.
         A mulher solta a corrente e desabo ao chão. Olho-a e ouço-a dizer:
- Espero que tenha gostado.

(Fim da 10ª parte – continua)

® Direitos de reprodução reservados

Nenhum comentário:

Postar um comentário