Era uma mulher forte, alta, musculosa.
Perguntou
se eu era passiva.
Perguntou
como eu queria.
Disse-lhe
que gostaria de sentir dor. Muita dor.
Ela
me levou por um longo corredor escuro para dentro da câmara.
Mandou
que escolhesse aonde gostaria de sentir dor.
Olhei
demoradamente para os aparelhos.
A
mulher mantinha a calma e esperava minha escolha.
Ela atou meus pulsos e depois deu um
forte puxão na corrente elevando meu corpo do chão quase que uns cinquenta centímetros.
Meus seios resvalaram na parede áspera. Afastou minhas pernas e prendeu meus
pés as argolas. Cheirou meu corpo nu e alisou as marcas. Abraçou-me a acariciou
meus seios pequenos. Disse em meu ouvido que gostava deles. Meteu uma das mãos entre
minhas pernas e senti seus dedos grossos, brutos forçando minha vagina. Lambeu
os próprios dedos e afastou-se.
A primeira chicotada pegou logo abaixo
do omoplata e me queimou a pele como a muito não sentia.
A cada chicotada ela pedia que eu
gritasse, queria me ouvir implorar para parar.
A dor vinha em ondas, lancinante,
cortante, impregnada do desejo de me destruir, de me ver despedaçada,
mortalmente ferida.
Desperto com o choque da água fria em
meu corpo e busco o ar no fundo de meus pulmões.
A mulher solta a corrente e desabo ao
chão. Olho-a e ouço-a dizer:
- Espero que tenha gostado.
(Fim da 10ª parte – continua)
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