quinta-feira, 9 de agosto de 2012

AMOR E MEDO (2ª parte)




         O chicote zunia por sobre meu corpo sem me tocar. Esperava.
       Ela havia me prendido a cama de bruços. As pernas abertas em “v”, bem esticadas. Os braços também estavam presos igualmente abertos deixando-me totalmente imobilizada e indefesa. O chicote sibilava cada vez mais próximo ao meu corpo. A cada passada do chicote minha vagina se contraia produzindo mais muco. Queria apertar minhas coxas, sentir o líquido se espalhando, escorrendo por minhas pernas. Ela continuava falando que se eu pedisse para parar seria pior. Só pararia quando ela gozasse, e isso dependeria somente de como eu reagiria. De vez em quando passava o cabo do chicote em minhas nádegas, ora como um carinho, suave, ora com violência, tentando penetrá-lo em minha vagina. Eu desejava que me penetrasse e tentava levantar meu corpo, o que era praticamente impossível porque somente meu ventre estava encostado ao colchão. Tinha a sensação de que meu corpo flutuava.
- Vou marcar teu corpo sua idiota. Esse corpo tão branco, tão puro vai ser açoitado como eram açoitados os escravos que desafiavam seu senhor. Você ficará com cicatrizes horríveis que irão te lembrar a quem você pertence.
       Sentia que o chicote estalava mais próximo agora. Um longo arrepio se espalhou por meu corpo e em seguida sinto minhas nádegas queimarem. Minha boca se abre em um reflexo involuntário e sugo o ar querendo respirar ao mesmo tempo em que expulso um som abafado, baixo. Mal tenho tempo de me refazer e novamente o chicote se espalha por meu corpo me obrigando a reproduzir o mesmo gesto, a mesma vontade de sugar o ar e não conseguir. Puxo com força as correntes que me prendem a cama e o frio aço parece penetrar em minhas veias. A cada chicotada meu corpo me revela um prazer, um desejo, um desespero que não é meu mas que posso usá-lo. Naquele momento sou Midori Hirata. Sei que é ela que esta ali e não a funcionaria estressada da multinacional japonesa, casada, sem filhos.
- Quero vê-la explicar a seu homem essas marcas! Já pensou no que vai dizer?
        Um pavor infantil se apodera do que ainda resta de consciência e luto para não sair daquele estado de êxtase que começa a me dominar. Imagino-o examinando meu corpo lanhado e querendo explicações. Penso em dizer que me flagelei porque sou péssima esposa e que ele, tão amoroso e dedicado merece uma mulher que o satisfaça. Vejo-o me abraçando, as lágrimas descendo por seu rosto e ele implorando que não faça mais aquilo.
      Uma dor suave me toma a alma enquanto num derradeiro espasmo sinto que gozo.
     Finalmente ela resolveu enfiar o grosso cabo do chicote em minha vagina.


(Fim da segunda parte – continua)

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