Chamava-se
Alberta. Embora não gostasse de seu nome nunca demonstrou a família seu
desagrado por terem escolhido um nome tão estranho para uma menina. Entretanto,
apresentava-se como Beta em homenagem a estrela de seu signo.
Estava
ansiosa. Andava de um lado a outro no saguão do aeroporto. A cada minuto olhava
para o portão de desembarque, o coração descompassado. Seria o primeiro
encontro real entre eles, uma vez que só se comunicavam pelo facebook.
A
medida que os passageiros saiam pelo portão sua expectativa aumentava. Suava
frio apertando as mãos enquanto esticava o pescoço tentando vê-lo.
* * *
Beijavam-se
em desespero. As línguas num duelo de agilidade enquanto se espremiam no cubículo
do banheiro feminino para onde ela o havia arrastado num impulso mais forte do
que a razão.
Encostou-o
a porta e puxou o membro pela braguilha. Curvou-se demonstrando sua
flexibilidade e começou a chupar a cabeça pulsante do pau rosado enquanto ele
puxava-lhe devagar o vestido até aparecer sua minúscula calcinha. Na medida em
que intensificava a sucção no membro ele retribuía apertando-lhe as nádegas
firmes.
Puxou-a
e depois de outro longo beijo a deitou de costas na tampa do sanitário e com
apenas uma das mãos puxou-lhe a calcinha que levou ao nariz aspirando
ruidosamente o aroma. E num gesto típico da insanidade criativa dos aquarianos saboreou
com a ponta da língua o muco que estava nela. Depois se abaixou lentamente,
olhando-a nos olhos. Sua língua entrou na vagina aberta e molhada e rodopiou em
suas entranhas com uma fantástica habilidade. Os olhos dela se reviram enquanto
tentava não gemer tão alto. O que naquela altura já era impossível. Já se
formava na porta do reservado uma pequena multidão de mulheres, curiosas e
excitadas.
Quando
o pau entrou ela sentiu o corpo tremer. A sua volta nada mais existia. Via o
rosto dele, os olhos cor de mel combinando com o vermelho de seu batom
espalhado em seu rosto de lábios grossos, sedutores, com a calcinha entre os
dentes.
Lá
fora, duas mulheres se beijavam. Algumas queriam sair, mas pareciam
petrificadas. Outras enfiavam as mãos por dentro das calças, pelos vestidos,
tocando-se, apalpando-se.
Ele
introduzia devagar o pau roliço e ela comprimia a vagina como se quisesse
impedi-lo de sair. Tudo durou mais ou menos quarenta minutos.
Cautelosos,
abriram a porta do reservado.
Saíram
de mãos dadas do banheiro feminino. Cada um com um sorriso cínico de satisfação
no rosto, como se nada demais houvesse acontecido.
(Sexo
Virtual / Ivo Linhares)
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