Midori Hirata
segurou a katana conforme mostrava a figura. Uma das mãos rente a guarda e a
outra bem mais abaixo. A lamina reta, próxima ao seu lado direito. Olhar
direcionado ao infinito, sem perceber as imagens que se dissolviam a sua
frente. Através dessa posição e com a espada firme em suas mãos penetrava em um
mundo desconhecido e interior. A katana que Sayuri Kurok lhe presenteara
pertencia a sua família a várias gerações. Sayuri a recebeu de sua avó como
presente de casamento. Midori Hirata prometeu honrar Sayuri e conservar a
katana como o bem mais precioso que lhe cabia ter.
Com ela recebeu
também um velho livro manuscrito, talvez o diário do próprio avô de Sayuri, contando
a historia de como a arma foi produzida, o desenho de suas partes, ensinando
como a conservar e afiar, além das técnicas para manusear a espada entre outras
observações.
Foi tudo que
restou de Sayuri Kurok além das marcas em seu corpo, da tatuagem da mulher
samurai e das lembranças dentro de si.
(Fim da 25ª
parte – continua)
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