Koike Satoshi não sabia o que fazer com o que havia sentido. Não
sabia entender o que havia sentido. A simples lembrança de estar sendo amarrado
já o deixava excitado. O calor do corpo de Midori sobre o seu o deixava
excitado. Os pelos e a pressão do púbis de Midori em suas nádegas o deixava
excitado. Todas aquelas lembranças percorriam sua mente sem encontrar uma
resposta ou um fim. Havia sentido um enorme prazer depois de tantos anos. Mesmo
quando, em pleno desespero, havia procurado uma prostituta não chegou a sentir
o que sentira com Midori. Pela primeira vez havia se relacionado com uma mulher
de forma passiva. Tinha, na verdade, sido usado por ela.
Midori Hirata não era uma prostituta.
Midori Hirata era uma mulher procurando recuperar seu prazer, seu espaço dentro
das relações, dentro de um novo mundo. Um mundo em que ele agora estava
entrando.
(Fim da 23ª parte –
continua)
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