Talvez
tenhamos gozados juntos. Não sei. Minutos depois que gozei peguei-lhe o pau que
pulsava fraco e já demonstrando uma certa flacidez. O corpo dele estava suado e
quente. Afastei-me, a respiração ofegante, o corpo úmido. Peguei o sobretudo e
me vesti. Mais ou menos recuperada aproximei-me dele e sussurrei em seu ouvido:
- Agora você é meu e deve
me obedecer sem questionar. Você entende?
Ele mexeu levemente a cabeça concordando.
Saio sem fazer qualquer barulho. Espero o elevador.
Imagino
o advogado se arrastando, contornando a mesa para soltar a gravata do puxador.
O corpo suado, a bunda ardendo, marcada pelas palmadas, o torpor que fica
depois do gozo. Ele sabe que não será mais o mesmo. Sentirá vergonha ao me ver
novamente. Não saberá o que dizer. Agora eu o domino completamente. E ele sabe
disso.
Descendo pelo elevador vejo as figuras passando pelas paredes
encardidas, mofadas. Por alguns segundos
tenho a impressão de que se olhar com carinho poderei ver arte naquela sujeira.
(Fim da 21ª parte - continua)
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