Koike Satoshi, por ser homem, sempre exerceu uma posição
dominadora em relação as mulheres. Fosse como chefe, pai, irmão ou mesmo em
circunstâncias que a figura do homem era necessária. Talvez muito mais por
instinto do que por imposição da sociedade conservadora e patriarcal em que
vivia. Em quase todas as sociedades as mulheres representavam um papel
fundamental, mas secundário, enquanto que os homens dominavam completamente
todos os segmentos produtivos e de comando. Satoshi sempre aceitou isso sem
perceber ou se incomodar, afinal é assim que o mundo gira. No entanto, agora,
sua visão foi completamente alterada após submeter-se ao domínio de Midori
Hirata. Sentia-se como Fausto vendendo a alma ao demônio. Valeria a pena,
perguntava-se. Porque o caminho desse prazer poderia leva-lo na verdade ao
inferno. Ao seu inferno.
(Fim da 24ª
parte – continua)
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