Ela riu. Apesar de todo o pavor que sentia, ela riu. Isso o irritou . Deu-lhe um tapa tão forte que se ela não estivesse amarrada seria arremessada a alguns passos dele.
Ela riu mais alto. Apesar de todo o medo que sentia, ela continuou rindo. Ele fez menção de novo golpe, porém o gesto parou no ar. Ela continuava rindo.
O homem a olhou com ódio. Muito mais ódio do que entendia sentir. Até então ela não era nada. Uma vagabunda que pegou pela internet, naqueles sites de prostituição e pagou para ter sexo com ela. Mas sua intenção era outra. Sentia a maravilhosa compulsão de feri-las, tortura-las, deliciava-se com o desespero delas diante do sangue, da morte iminente.
Entretanto, aquela maldita prostituta ria de algo que ele não conseguia compreender. A cada corte, a cada golpe, ela ria gostoso, como quem esta se maravilhando com tamanha dor.
Então ele começou a sufoca-la mas ela, ainda que sem conseguir respirar continuava rindo. Ele se descontrolou. Aquilo não era normal. Ela perdeu os sentidos e ele limpou o suor da testa. Pensou em mata-la de uma vez. Pegou o facão e ficou olhando para o pescoço. Para as marcas vermelhas.
Queria mata-la. Separar aquela boca maldita que ria do resto do corpo e fazer o que precisava fazer. Porém, algo o impedia. A voz em sua cabeça ordenava que desse o golpe, mas ele fingia não a ouvir. Olhava o rosto da mulher e dessa vez, não viu aquela expressão que sua mãe fez quando o pegou se masturbando com o recorte da figura do presidente Kennedy. Precisava vê-la ou o ritual não teria sentido. Sua mãe nunca mais riu daquele dia em diante. Como ele próprio também deixara de rir.
A mulher tossiu. A voz repetia que devia mata-la logo. Ela tossiu mais forte. Abriu os olhos, a figura do homem foi ficando nítida. Ela controlou o medo e antes que ele falasse ou fizesse algo ela disse com voz terna e calma:
- Você não precisa mais punir a mamãe. Eu te amo e entendo tudo que acontece dentro de você. Não estou mais zangada.
O homem a ficou olhado. Ela continuou, ainda calma e maternal.
- O que aconteceu não pode ser mudado. Mas agora eu entendo você.
- Mas naquele dia a senhora ficou tão brava...
- Eu sei, eu não entendia o que você sentia. Ainda era uma criança para mim. Mas agora nós podemos acertar tudo. Não é isso que quer?
A voz dentro dele estava confusa. Ele a ouvia muito baixinho em sua cabeça.
- Então, quer acertar tudo de uma vez e voltar a ser o meu filhinho amado?
- E o que tenho que fazer?
- Primeiro quero saber se você fará tudo que mamãe mandar sem fazer perguntas. Fará?
Ele ficou olhando para o nada durante um tempo. Ela não falou nada, esperou que ele se decidisse.
- O que a senhora quer que eu faça?
- Jure que fará.
- Juro.
- Sabe que não pode quebrar um juramento não sabe?
-Sei.
- Bom menino. Quero que você venha cá e me beije na boca. Mas quero um beijo muito bom.
Os olhos do homem piscaram várias vezes.
- Não se esqueça de que prometeu.
Ele se aproximou e a beijou. Ela tomou cuidado para não assustá-lo, mas aos poucos ele foi se soltando e acabou por enfiar a língua na boca da mulher.
Depois ele se afastou e ela pediu:
- Agora tire minhas roupas e olhe meu corpo. Mas faça devagar, como se minhas roupas fossem as suas roupas.
Delicadamente ele fez o que ela pediu e ela podia ver em seu rosto um desenhar de prazer se formando.
- Agora tire suas roupas também devagar.
Ele fez como ela disse.
- Agora vem o mais importante. Pegue seu membro e esfregue em mim, com cuidado, como se eu fosse de vidro.
Como um robô o homem foi fazendo o que ela queria.
- Agora enfie devagar seu membro dentro da mamãe, devagar, bem devagar.
Dito isso o homem foi introduzindo lentamente e com esforço, uma vez que não havia lubrificação que facilitasse a entrada.
- Pare. Desse modo esta difícil. Deixe mamãe ficar por cima para facilitar. Vamos, ajude mamãe. Solte meus braços e continue olhando para meus seios. Lembra quando eu deixava você beber leite neles? Você gostava tanto, lembra?
O homem a soltou enquanto ela o fazia se lembrar de momentos que nunca viveu de fato.
- Agora deite e segure com as duas mãos seu membro que mamãe vai ficar por cima e pô-lo dentro dela. Feche os olhos e pensei o quanto isso vai ser gostoso.
Mal ele segurou o pau com as duas mãos ela o montou e travou suas mãos com as pernas de forma firme, mas sem que ele percebesse.
Depois, num rapidíssimo gesto apoderou-se do facão e num golpe sem piedade cortou-lhe a cabeça.
(Sexo Virtual – Ivo Linhares)
Ela riu mais alto. Apesar de todo o medo que sentia, ela continuou rindo. Ele fez menção de novo golpe, porém o gesto parou no ar. Ela continuava rindo.
O homem a olhou com ódio. Muito mais ódio do que entendia sentir. Até então ela não era nada. Uma vagabunda que pegou pela internet, naqueles sites de prostituição e pagou para ter sexo com ela. Mas sua intenção era outra. Sentia a maravilhosa compulsão de feri-las, tortura-las, deliciava-se com o desespero delas diante do sangue, da morte iminente.
Entretanto, aquela maldita prostituta ria de algo que ele não conseguia compreender. A cada corte, a cada golpe, ela ria gostoso, como quem esta se maravilhando com tamanha dor.
Então ele começou a sufoca-la mas ela, ainda que sem conseguir respirar continuava rindo. Ele se descontrolou. Aquilo não era normal. Ela perdeu os sentidos e ele limpou o suor da testa. Pensou em mata-la de uma vez. Pegou o facão e ficou olhando para o pescoço. Para as marcas vermelhas.
Queria mata-la. Separar aquela boca maldita que ria do resto do corpo e fazer o que precisava fazer. Porém, algo o impedia. A voz em sua cabeça ordenava que desse o golpe, mas ele fingia não a ouvir. Olhava o rosto da mulher e dessa vez, não viu aquela expressão que sua mãe fez quando o pegou se masturbando com o recorte da figura do presidente Kennedy. Precisava vê-la ou o ritual não teria sentido. Sua mãe nunca mais riu daquele dia em diante. Como ele próprio também deixara de rir.
A mulher tossiu. A voz repetia que devia mata-la logo. Ela tossiu mais forte. Abriu os olhos, a figura do homem foi ficando nítida. Ela controlou o medo e antes que ele falasse ou fizesse algo ela disse com voz terna e calma:
- Você não precisa mais punir a mamãe. Eu te amo e entendo tudo que acontece dentro de você. Não estou mais zangada.
O homem a ficou olhado. Ela continuou, ainda calma e maternal.
- O que aconteceu não pode ser mudado. Mas agora eu entendo você.
- Mas naquele dia a senhora ficou tão brava...
- Eu sei, eu não entendia o que você sentia. Ainda era uma criança para mim. Mas agora nós podemos acertar tudo. Não é isso que quer?
A voz dentro dele estava confusa. Ele a ouvia muito baixinho em sua cabeça.
- Então, quer acertar tudo de uma vez e voltar a ser o meu filhinho amado?
- E o que tenho que fazer?
- Primeiro quero saber se você fará tudo que mamãe mandar sem fazer perguntas. Fará?
Ele ficou olhando para o nada durante um tempo. Ela não falou nada, esperou que ele se decidisse.
- O que a senhora quer que eu faça?
- Jure que fará.
- Juro.
- Sabe que não pode quebrar um juramento não sabe?
-Sei.
- Bom menino. Quero que você venha cá e me beije na boca. Mas quero um beijo muito bom.
Os olhos do homem piscaram várias vezes.
- Não se esqueça de que prometeu.
Ele se aproximou e a beijou. Ela tomou cuidado para não assustá-lo, mas aos poucos ele foi se soltando e acabou por enfiar a língua na boca da mulher.
Depois ele se afastou e ela pediu:
- Agora tire minhas roupas e olhe meu corpo. Mas faça devagar, como se minhas roupas fossem as suas roupas.
Delicadamente ele fez o que ela pediu e ela podia ver em seu rosto um desenhar de prazer se formando.
- Agora tire suas roupas também devagar.
Ele fez como ela disse.
- Agora vem o mais importante. Pegue seu membro e esfregue em mim, com cuidado, como se eu fosse de vidro.
Como um robô o homem foi fazendo o que ela queria.
- Agora enfie devagar seu membro dentro da mamãe, devagar, bem devagar.
Dito isso o homem foi introduzindo lentamente e com esforço, uma vez que não havia lubrificação que facilitasse a entrada.
- Pare. Desse modo esta difícil. Deixe mamãe ficar por cima para facilitar. Vamos, ajude mamãe. Solte meus braços e continue olhando para meus seios. Lembra quando eu deixava você beber leite neles? Você gostava tanto, lembra?
O homem a soltou enquanto ela o fazia se lembrar de momentos que nunca viveu de fato.
- Agora deite e segure com as duas mãos seu membro que mamãe vai ficar por cima e pô-lo dentro dela. Feche os olhos e pensei o quanto isso vai ser gostoso.
Mal ele segurou o pau com as duas mãos ela o montou e travou suas mãos com as pernas de forma firme, mas sem que ele percebesse.
Depois, num rapidíssimo gesto apoderou-se do facão e num golpe sem piedade cortou-lhe a cabeça.
(Sexo Virtual – Ivo Linhares)
ResponderExcluir26 de dezembro de 2012 00:17
achei incrível a hora em que no conto perde-se a noção, intencionalmente, de quem é a mãe e quem é a prostituta. curioso. SEI QUE não tem nada a ver, mas me lembra muito um conto que li em o que o personagem era admirador de um quadro em que era retratado uma floresta até que um dia ele foi atingido por uma flecha. Fantástico o conto, pena que não me lembro quem o escreveu.
ResponderExcluirAdriana Kamaria
25 de dezembro de 2012 23:29
Absolutamente Ivo de Paula. Cada palavra nos proporciona emoções e reflexões diferentes em cada diferente momento de nossas vidas...
ResponderExcluirAdriana Kamaria
24 de dezembro de 2012 01:46
Ivo de Paula esse foi um dos melhores contos que já li em minha vida!! Viajei nas múltiplas reflexões que ele traz... Inteligente, real, surreal, excitante, assombroso, envolvente... Parabéns!! Oxalá você consiga publicar logo seu livro... ;)