O PINTINHO FEIO
O
cara foi tirando a roupa sem muita classe, como se estivesse fazendo uma coisa
rotineira, sem a menor obrigação de agradar-me. Fechei os olhos, respirei
fundo e busquei na memória a lembrança
daquele dia.
JJ tinha um pau do tamanho de um caralho! Mas era
um garoto feio e ainda por cima usava aparelho nos dentes além de ser também,
magro e ossudo. A mãe vivia dando esporro nele porque era preguiçoso, não fazia
nada direito. Gostava de ficar horas no computador jogando ou no MSN. Sem falar
que na escola era uma merda de aluno e já tava repetindo a sétima serie pela
segunda vez, com grandes possibilidades de ficar reprovado também naquele ano.
Por
ai se vê que nem inteligente era, mas tinha uma pica de gente grande e isso fazia a diferença. Tenho certeza que
todos os meninos da sala tinham inveja dele, ainda mais depois que namorou a
menina mais gostosa da sala, e ninguém sabe o que ele fez para conseguir isso.
Foi ela com certeza que deve ter espalhado sobre o tamanho do pau dele para as
outras meninas e ai já viu, choveu
garota na horta dele. Ah, JJ era engraçado, fazia umas piadas bobas parecerem
super engraçadas quando ele contava. Pra completar JJ tinha me escolhido para
ser seu melhor amigo desde o primeiro dia de aula. Ele deve ter visto na minha
testa o letreiro de “CDF” e achou que daria para tirar proveito disso. Nas
provas ou testes ficava me importunando para que lhe desse cola.
Foi
naquela primeira semana de aula, logo que terminou a educação física.
Fomos para o vestiário tomar banho, uns
ainda empolgados comentando os lances do futebol, aquela agitação. Depois a voz
do professor gritando da porta que tínhamos cinco minutos porque a outra turma
já ia chegar. Quando JJ tirou o calção
junto com a cueca fez-se o maior silencio.
Porra, o pau dele era uma coisa feia pra caralho, parecia uma alien, uma coisa
nojenta, grande e grossa, um cogumelo de
cabeça para baixo, horrível. Para um cara magro como ele aquilo destoava pra
cacete do resto do corpo. Acho que não tínhamos visto nada igual, os nossos eram normais, comuns e até
insignificantes perto do dele. Ai a
conversa diminuiu e cada um foi tomando o seu banho e saindo. Fiquei ali
enrolando, deixando tudo mundo passar na minha frente e acabei sendo um dos
últimos a tirar a cueca pra tomar banho.
Embora
não gostasse muito dessa idéia, acabei não me importando por ele ficar grudado
comigo, se considerando meu amigo inseparável na escola. Estávamos sempre
rodeados de meninas e nossa fama só aumentava. Assim como a fama do pau
dele. As garotas se aproximavam mais
dele do que de mim e em pouco tempo ele já tinha ficado com uma porrada delas.
Um
dia, durante a aula de matemática ele me falou baixinho, quase no ouvido:
- Tem duas garotas da 515 que querem dar pra gente.
Eu
tava prestando atenção na aula e não me liguei no que ele dizia.
- Vão dar o que? – Perguntei sem olhar pra ele.
- Querem transar com a gente, porra, depois da
aula.
Olhei
pra ele com uma cara de babaca. Até então não tinha saído com nenhuma garota, o
que sabia foi vendo-o fazer com as meninas, como falar, agir, beijar, tudo eu
copiava dele. Depois disso não consegui prestar mais atenção na aula e aquilo
era matéria da prova na semana seguinte. Comecei a ficar muito preocupado.
Nunca imaginei que as coisas pudessem evoluir e chegar nesse ponto. Achei que
íamos ficar sempre de beijos e aproveitar para encostar o pau nelas e tocar
punheta quando chegássemos em casa. Eu tava a beira do pânico mas conseguia
disfarçar porque dava a impressão que só tava prestando atenção na aula. Por
dentro, meu estomago parecia aquele brinquedo que se coloca o hamster pra ficar
dando voltas que nem um babaca. Comecei a sentir vontade de cagar, fui deixando de ouvir a voz do professor e
tentando me concentrar para não me borrar todo. Ia ser uma merda se isso
acontecesse. O coração disparou, comecei
a ficar gelado e a suar. A pressão deve ter caído e a imagem do professor foi
ficando embaçada, disforme como naqueles espelhos num parque de diversões.
Respirei fundo umas duas ou três vezes e procurei me controlar. Me remexi na cadeira e estiquei os braços
para o alto e comecei a pensar em como capturar o bispo na partida de xadrez
com meu avô, no que minha mãe teria feito para o almoço, em passar na locadora
e pegar algum filme... na visita que fizemos ao museu de Arte Moderna... no
capitulo anterior da novela das sete...
- Não dá. – falei com voz quase que sumida.
JJ
me olhou meio de banda e perguntou:
- Porque?
- Minha mãe vai sair e tenho que tomar conta do meu
irmão.
- Vai ser rápido, dá tempo. Uma delas mora aqui
perto.
Meu
coração continuava disparado e embora não tivesse a menor idéia do que
aconteceria tentei dizer-lhe que ia dar merda se eu não estivesse em casa logo
depois da aula.
- Cara, olha só, ela até já me deu a chave de
casa... a putinha tem uma chave extra. A gente come elas e sai rapidinho...
Olhei
para a mão dele e vi a porra da chave. Engoli em seco. Nem dava pra sonhar que
elas não estariam lá.
- Ta maluco cara! E se os vizinhos vêem a gente
entrando assim, abrindo a porta? Vão pensar uma porrada de coisas!
Ele
deu de ombros. Só pensava mesmo em comer as garotas e foda-se o resto.
- Olha só cara, se nós não formos nossa fama vai
pro brejo. Deixa de ser cagão. Tá com medo de quê?
JJ
meteu a chave na porta com a maior intimidade e foi entrando como se a casa
fosse dele. Jogou a mochila em qualquer lugar e chamou pelos nomes delas. Fomos
entrando e eu sentindo que meu pau ia encolhendo dentro da cueca. É só fazer o
que ele vai fazer e tudo vai dar certo, dizia eu em minha cabeça tentando me
acalmar. A casa era uma construção antiga mas bem cuidada. O corredor era
comprido e tinha uns vasos de plantas ressecadas de um lado. Chegamos na sala e
meu coração já ia sair pela boca enquanto lá embaixo só sentia as bolas
engolindo meu pau.
Elas
estavam lá, sentadas, as pernas cruzadas mostrando as coxas, mãos dadas e
sorriram quando nos viram. Nos aproximamos e elas se levantaram. A mais alta veio em minha direção, a blusa
branca transparente deixando ver que ela estava sem sutiã, enquanto a outra se abraçou com JJ e o beijou
na boca. Eu a abracei e nos beijamos, mas evitei encostar nela para que não percebesse meu
estado. Tentei relaxar e quando abri os olhos vi que JJ já tinha posto o pau
pra fora e com dificuldade a garota tentava enfiá-lo na boca. Foi ai que ao ver
aquela cena alguma coisa aconteceu em mim.
Eu me vi no lugar dela com aquele pau lindo, grande e grosso em minha
boca e nesse momento senti meu pau ressurgir com uma força fantástica dentro da
minha calça. Instintivamente apertei-a em meus braços e ela se apertou em meu
corpo.
Quando
cheguei em casa corri pro banheiro pra tomar um banho e me limpar. E depois de esfregar
com força o meu pau tentando tirar dele aquele cheiro, aquela gosma, me
masturbei imaginando ser uma menina chupando o pau de JJ.
Abro
os olhos e suspiro soltando os ar pelo nariz. Ele já estava nu, se masturbando devagar, o pau meio ereto. Nunca encontrei ninguém que
tivesse uma pica como a de JJ, que era feio e desajeitado mas tinha um pau do
tamanho de um caralho.
(Este conto faz parte do livro "O ARCO-IRIS NO FIM DO POTE DE OURO" de Ivo Linhares)
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