Acordou por volta das três da
madrugada.
Chovia e apesar do frio dormiam
nus agasalhados pelo grosso cobertor colorido. Virou-se para ela e a abraçou
devagar com receio de acordá-la. Ao contato dos corpos e pelo calor que emanavam
logo seu pau cresceu. A pontinha da cabeça encostada no rego volumoso o fez
desejar que ela acordasse.
Aproximou-se de seu ouvido e se pôs a falar
com voz de locutor das viagens que fez enquanto meditava. Falou do encontro com
os deuses, sobre o que conversaram e da beleza dos caminhos que percorria nesse
transe. Falou que viu, quando transaram, estrelas saindo do cabelo dela e que
subiam para iluminar o teto do quarto deles.
Acordou no dia seguinte e antes
de abrir os olhos ficou ouvindo a chuva que explodia nos vasos das plantas no parapeito
da janela. O corpo quente dele junto ao seu a excitou. Sentiu a respiração dele
em sua nuca e passou a língua nos lábios desejando ser beijada. A vontade de sugar-lhe
a língua cresceu aumentando seu tesão. Pensou em virar-se e tocar com os seus
os lábios dele.
A chuva aumentara como no auge de
uma sinfonia que se prepara para o final apoteótico.
Suspirou devagar. Sentiu-se envolvida por um amor suave. Tudo parecia perfeito.
Sorriu de leve e sem querer
adormeceu novamente.
(Um conto especial para Adriana
K.)
Que coisa mais linda!!
ResponderExcluirGratidão pela honra da dedicação... Tuas palavras me movem por lugares desconhecidos e me enfiam dentro dos contos... Me transporto... Sinto e vejo tuas palavras como realidades...