As
pernas de Maki Haruka tremiam. Olhava Kaye e a outra mulher, uma tal de Tomoko,
se beijando demoradamente.
Tomoko, volta e meia
deslizava a mão pelo corpo de Kaye e introduzia um ou dois dedos em sua vagina.
Nesse instante Kaye fazia uma expressão de quem sentia um grande prazer e
colava sua boca na boca da outra mulher. Apesar de estar distante das duas,
Maki podia ouvir perfeitamente os gemidos que uma delas emitia.
Um pouco mais distante
delas o homem alisava o pau e esperava o momento para participar também.
Maki Haruka não gostava
daquilo que via, não se sentia a vontade, mesmo que apenas olhasse. Sabia, no
entanto, que poderia ganhar um bom dinheiro se quisesse fazer aquilo. Kaye não
precisava mais estar nas ruas, sujeitando-se a trepar com qualquer um, por
qualquer dinheiro. Agora tinha classe. Se dizia atriz.
- Viu como é fácil? É como estar com
um cliente, a diferença é que todos tem a certeza de que você esta fingindo
mesmo.
Kaye
dizia aquilo enquanto bebia o vinho que o garçom acabara de servir-lhe.
- Se estamos aqui nesse lugar
bacana, bebendo esse vinho delicioso agradeça ao meu trabalho. E você também
pode fazer parte disso. O diretor ficou interessado em você.
Maki
olhou ao redor. Havia um outro mundo. Um mundo de luxo e beleza que já havia
visto em filmes, em revistas. Podia senti-lo agora, num mundo real. Bebeu o
vinho e fez uma careta. Kaye não pode deixar de sorrir.
- Será mais ou menos como tomar esse
vinho Maki – disse ela antes de esvaziar sua taça – No inicio vai estranhar,
mas depois se acostuma e vai querer mais.
Fim
da 53ª parte – continua)
®
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