quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Masturbava-se freneticamente dentro do banheiro.
Ouvia as vozes, os risos, os comentários sussurrados das meninas enquanto se olhavam no espelho retocando a maquiagem, ajeitando o cabelo, admirando-se de perfil para ver se a curvatura da bunda continuava a mesma.
Pensava nele. E quanto mais pensava em beija-lo, na barba roçando em seus seios enquanto ele  lhe chupava o pescoço mais enfiava os dedos na buceta arreganhada, molhada.
As vozes sumiam por breves momentos. Retornavam. Nem o barulho das descargas a trazia de volta a realidade. A mão por dentro do sutiã, como se fosse a mão dele, apertando o mamilo dilatado  a mantinha presa aquele mundo de desejo proibido, de fantasia num prazer secreto e mágico.
Gozava apertando os olhos com força, imaginando o membro grosso dele tocando-lhe o útero, espirrando um líquido quente, perfumado, que lhe aquecia a alma. Depois, o corpo pendia sobre o vaso, sem forças. A respiração voltando aos poucos, os olhos não querendo abrir.
Na sala de aula pensava que ouvia o que ele dizia, mas apenas o olhava acompanhando cada detalhe de sua boca ao pronunciar as palavras como se saíssem somente palavras doces e delicadas, poemas em sua homenagem.
Em casa, masturbava-se trancada no quarto, o travesseiro entre as pernas, um dos dedos massageando o clitóris, a outra mão a passear em sua boca, ora sendo a língua do amado, ora juntando os cinco dedos fazendo deles um membro grosso que mal conseguia engolir.

(Sexo Virtual)

    

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