Carolina sorriu. Eve começou a transpirar.
- Carolina, eu nunca senti isso antes. É como se eu estivesse vivendo o que você viveu naquela época com seu professor.
Carolina sentiu um
arrepio. Pareceu haver uma coincidência: a primeira vez que seu desejo
explodiu foi em um banheiro. A primeira vez que transou com uma mulher
também havia sido em um banheiro. E agora estava sendo levada novamente
para um banheiro onde, inevitavelmente se envolveria com outra mulher.
Pensou em parar e sair
correndo deixando Eve com seu desejo pelo corredor. Mas evitando a
mulher que a conduzia pela mão não evitaria o desejo de beijar uma boca
para sentir o gosto de batom ou o delicado perfume do pescoço que
aspiraria como uma droga enquanto a mão subiria pela nuca para se
enroscar em cabelos sedosos.
As pernas tinham vontade
própria! Queria desistir mas o corpo não lhe obedecia e enquanto
avançavam pelo corredor sentia um tremor lhe tomar de assalto o corpo. O
medo de ter que entender e aceitar seu desejo a fazia gelar.
Um mundo a engolia, a devorava.
Então fechou os olhos e deixou que seus sentidos descobrissem as respostas.
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